Como Trump vai de fato lidar com as declarações de Flávio Bolsonaro sobre o Brasil?

Crédito, Reuters
Anda não está claro se o governo Trump irá chancelar a autoproclamação de Flávio Bolsonaro como "líder do Brasil" e sua intenção de "liderar a oposição" a partir dos EUA, conforme o senador disse na carta publicada na quarta-feira.
Ao ser questionado sobre o teor da carta de Flávio, o presidente americano repetiu que não iria se envolver. Hoje, quando um repórter perguntou quem, na sua opinião, era o legítimo vencedor da eleição brasileira, Trump disse mais uma vez que não iria comentar, mas que achava que a eleição havia sido "uma grande vergonha para o povo brasileiro".
Dentro do governo americano, duas alas disputam a atenção de Trump quando o assunto é Brasil, uma mais pragmática, e outra mais ideológica, liderada por Rubio.
"Não duvido nada que já tenha o dedo do Rubio orientando essa movimentação nos bastidores para transformar Flávio em um trunfo de pressão e criar um atrito direto e calculado com o governo brasileiro", diz à BBC News Brasil o professor de relações internacionais Carlos Gustavo Poggio, da universidade Berea College, no Estado do Kentucky.
Mas a especialista em relações bilaterais Bruna Santos, diretora do Brazil Program no think tank Inter-American Dialogue, em Washington, avalia que é "difícil" haver algum reconhecimento efetivo pelo governo Trump sobre Flávio.
"É difícil sustentar internacionalmente uma reivindicação de legitimidade presidencial que não encontra respaldo entre os próprios aliados políticos no país. Seria um erro o Departamento de Estado não fazer essa distinção", observa Santos.Leia aqui a reportagem completa de Alessandra Corrêa, de Washington para a BBC News Brasil















