'Trabalhadores, não tenham medo': presidente do TST se pronuncia sobre casos de assédio eleitoral

Crédito, TST
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Vieira de Mello Filho, declarou hoje que empresários que praticarem assédio eleitoral e demitirem funcionários por questões políticas sofrerão consequências "graves" e "severas".
A fala veio após publicações feitas por políticos e influenciadores de direita sobre um possível boicote a trabalhadores e profissionais que ajudaram a reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“A resposta para aqueles que cometeram essa ilegalidade será dura, rápida e ágil. Não vamos aceitar que o princípio democrático seja ferido dessa forma com tanta desfaçatez”, disse Mello Filho.
Segundo dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), foram registradas 3.290 denúncias de assédio eleitoral durante o período eleitoral em todo o país. Desse total, 1.353 foram contabilizadas desde segunda-feira (26), após o segundo turno, o que representa mais de 40% do número total de denúncias recebidas em 2026.
O ministro Mello Filho disse também que empresários poderão sofrer consequências como restrições de financiamento e até com inclusão em uma nova "lista suja" de empresas que praticam o assédio eleitoral.
"Trabalhadores, não tenham medo. Quem tem que ter medo são os empregadores que violarem a lei", disse o ministro antes de encerrar a sessão do TST nesta quinta. Denúncias podem ser feitas ao MPT.
















