AO VIVO, Globo cancela debate e cita 'insegurança jurídica' com decisões judiciais; acompanhe as reações

Lula já havia anunciado que não iria. Flávio desistiu após decisão do TSE. Renan teve ida autorizada pelo STF. Debate da Rede Globo nesta quinta-feira (01/10) estava previsto para 21h30. BBC News Brasil acompanha ao vivo.

Pontos-chave

Pular Vídeo e continuar
  • Montagem mostra influenciadora questionando urnas
  • A repórter Camilla Veras Mota gesticulando
  • Votando na urna eletrônica
  • Giulia Granchi
  • Desenho de urna eletrônica
  • Ilustração mostra voto em papel sendo depositado em urna
  • Thomas Piketty
  • Donald Trump

Cobertura ao Vivo

  1. Flávio Bolsonaro critica Judiciário em live: 'Censura no seu mais alto grau'

    Flávio Bolsonaro na live no YouTube

    Flávio Bolsonaro critica as decisões do Judiciário nesta quinta-feira em sua live no Instagram e no YouTube.

    "Com milhões de pessoas querendo saber e tomarem uma posição sobre qual rumo, qual caminho, qual projeto de país vai escolher nas urnas daqui a poucos dias, decisões subsequentes seguidas, a poucos minutos do debate, instaurando oficialmente a censura nessas eleições", disse Flávio.

    "A proibição de se mostrar o púlpito do candidato ausente Lula, o futuro ex-presidente do Brasil, uma decisão obrigando a Globo a retirar o púlpito de lá. E pior do que isso, determinando que os candidatos presentes não pudessem fazer perguntas ao Lula. A censura no seu mais alto grau transparente e sem vergonha que vocês já viram nos últimos tempos."

    Mais cedo, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a proibição de que a Globo exibisse o púlpito vazio de Lula durante debate.

    Já o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação de Renan Santos no evento, mesmo sem o Missão cumprir o critério de representação partidária no Congresso.

    Após as decisões, a Globo cancelou a realização do debate.

    Na live, Flávio recebe convidados como o empresário e influenciador Pablo Marçal, a economista Daniella Marques (ex-presidente da Caixa Econômica Federal e assessora de Flávio para a área da economia) e o candidato a senador e ex-deputado federal cassado Deltan Dallagnol (Novo-PR).

    Flávio também tentou interagir com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), mas enfrentou problemas técnicos.

  2. Cury diz que TSE e STF fazem 'afronta à liberdade de expressão'

    Augusto Cury

    O candidato Augusto Cury, do Avante, foi o último a se pronunciar após o cancelamento do debate da Globo. Em nota nas redes, ele disse que o TSE e STF fazem "afronta à liberdade de expressão".

    "Quando decisões de última hora interferem diretamente na organização de um debate presidencial, quem perde é o brasileiro, que deveria ter o direito de ouvir, questionar e conhecer todos os candidatos.""Democracia não pode ter medo do contraditório. Regra precisa ser clara, liberdade precisa ser respeitada e o debate precisa acontecer", disse Cury.

  3. No Jornal Nacional, César Tralli entra ao vivo para anunciar cancelamento do debate

    O jornalista César Tralli, apresentador da TV Globo e responsável pela mediação do debate desta quinta-feira, leu o comunicado oficial da emissora durante o Jornal Nacional.

    Num estúdio vazio, Tralli disse:

    "A Globo tem longa tradição na organização de debates eleitorais. Nosso propósito é promover a discussão de ideias para o Brasil. Oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar projetos. Nosso dever é o de promover a democracia."

    "Mas as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa tem de organizar os debates eleitorais."

    Com o cancelamento, a Globo voltou a exibir nesta noite capítulo da novela "Quem Ama Cuida".

    César Tralli fala em estúdio da Globo
  4. Mais cobertura ao vivo no domingo

    No próximo domingo (04/10), dia do primeiro turno, também teremos cobertura em tempo real aqui no nosso site, começando às 7h30 (horário de Brasília).

    A equipe da BBC News Brasil vai acompanhar desde a abertura das urnas à análise dos resultados.

    Durante a apuração, a BBC News Brasil terá também um mapa com os resultados em tempo real da votação para a Presidência e para governos estaduais. Além do resultado geral, será possível ver como está a votação para presidente e para governador em cada Estado e em cada um dos 5.569 municípios brasileiros.

    A partir das 16h30, a BBC News Brasil fará uma transmissão ao vivo para acompanhar a apuração dos votos em tempo real. A apresentação será das jornalistas Camilla Veras Mota, em São Paulo, e Nathália Passarinho, em Londres.

    O programa também vai ter a participação da repórter Mariana Schreiber, de Brasília, com informações sobre a crise no STF e as disputas estaduais e para o Senado, e da jornalista Laís Alegretti, em Londres, sobre a evolução das pesquisas de intenção de voto até o dia da eleição.

    A transmissão poderá ser acompanhada no YouTube, Instagram, TikTok e Facebook e também na página da BBC News Brasil.

  5. A eleição em que não houve debate

    Desde a redemocratização, apenas uma eleição não teve debate presidencial: 1998.

    Foi também a primeira vez que um presidente pôde disputar a reeleição.

    Naquele ano, Fernando Henrique Cardoso (FHC), então presidente, se recusou a participar dos confrontos. Ele alegava que o país enfrentava uma grave crise econômica, que absorvia todas as suas atenções.

    Na época, 12 candidatos disputavam a presidência, entre eles Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Ciro Gomes. A legislação eleitoral determinava que todos os concorrentes fossem convidados para os debates. Caso não houvesse acordo entre as campanhas sobre a divisão dos candidatos em diferentes dias, a escolha deveria ser feita por sorteio.

    A Globo acabou desistindo de realizar os confrontos, alegando que não concordava com a lei. Como FHC foi eleito no primeiro turno com 53,6% dos votos válidos, não houve debate no segundo turno.

    A regra mudou desde então. Hoje, a Lei das Eleições garante a participação em debates de candidatos de partidos ou federações com pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional.

    O episódio de 1998 não foi, porém, a primeira vez que a Globo deixou de realizar um debate presidencial. Em 1994, a emissora também decidiu não promover um confronto no primeiro turno, quando havia oito candidatos.

    Naquele ano, porém, outras emissoras realizaram debates.

    Palco com Ciro Gomes, José Serra, Lula e Garotinho
    Legenda da foto, Em 2002, Globo voltou a realizar debate
  6. Começa a live de Flávio Bolsonaro nas redes sociais

    O senador Flávio Bolsonaro (PL) está agora ao vivo nos Stories de seu perfil no Instagram e no YouTube, após o cancelamento do debate na Globo.

    Flávio começou a transmissão criticando as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quinta-feira e pedindo votos aos eleitores, para poder indicar novos ministros do STF num eventual governo.

    Em seguida, chamou Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do Rio de Janeiro, para participar da live.

    Flávio também pediu voto aos senadores alinhados ao campo da direita, anunciando que sua campanha preparou um site com os candidatos a senadores alinhados.

    Por volta das 21h55, a live de Flávio tinha 215 mil telespectadores simultâneos no YouTube, ante 1,4 milhão que assistiam Lula no Flow no mesmo horário.

  7. Mais de 1,5 milhão de pessoas acompanham entrevista de Lula ao Flow

    Lula em entrevista ao Flow

    Por volta das 21h30 desta quinta-feira (1/10), a entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Flow Podcast já ultrapassa mais de 1,5 milhão de telespectadores simultâneos no YouTube.

    Com o cancelamento do debate na Globo, as atenções se voltaram para a entrevista do presidente.

    O petista repetiu estratégia adotada durante o debate da Band, em agosto, quando concedeu entrevista no mesmo horário à Record.

    Seu principal rival, Flávio Bolsonaro (PL), deve fazer uma live em suas redes sociais com início em instantes.

  8. Caiado diz que Judiciário se tornou 'trágico protagonista dessa eleição'

    Ronaldo Caiado nos estúdios da Globo

    Ronaldo Caiado (PSD) também se pronunciou nas redes sociais sobre o cancelamento. Ele havia sido o primeiro a chegar aos estúdios da Globo nesta quinta-feira.

    "O Brasil de 2026 vive uma eleição em que o tribunal decide mais que o eleitor, e há candidatos que recuam com medo do confronto", escreveu, antes de começar a criticar o Judiciário.

    "O Judiciário se tornou o trágico protagonista dessa eleição. O cancelamento do debate é a prova de uma contaminação completa no processo, decisões de gabinetes interferem em candidatos, atropelam regras e blindam a corrupção do PT e Lula", disse.

  9. Romeu Zema diz que 'faz sentido' o debate ser cancelado diante de interferências do Judiciário

    Romeu Zema

    O candidato Romeu Zema (Novo) também gravou um vídeo fazendo críticas ao Judiciário ao comentar o cancelamento do debate na Globo.

    Segundo Zema, a decisão da emissora "faz sentido".

    "O Judiciário brasileiro virou uma bagunça. Um desrespeito total a quem segue as leis. Em cima da hora, colocaram mais um participante, totalmente contra a legislação. Insegurança jurídica total. Nós precisamos mudar esse Judiciário, que hoje está mais preocupado em fazer política", declarou Zema em vídeo.

  10. 'Lamentável que Supremo tenha provocado esse cenário', diz Romeu Zema

    O candidato à presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, lamentou o cancelamento do debate da Globo e as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Supremo Tribunal Federal (STF) desta quinta-feira (1/10).

    "O Judiciário brasileiro se transformou numa bagunça", disse Zema em postagem na rede social X, em que afirmou ainda que este é um "triste dia para a democracia brasileira".

    Zema defendeu também uma mudança do Judiciário, dizendo que esse poder está mais interessado em fazer política, do que respeitar as leis.

    "Lamentamos profundamente as decisões de última hora do STF. Consideramos lamentável que o Supremo tenha provocado esse cenário, prejudicando a realização do debate e, consequentemente, a democracia brasileira", afirmou a campanha de Zema em nota.

    "Trata-se de um desrespeito a milhões de brasileiros que esperavam a oportunidade de conhecer e comparar as propostas dos candidatos. Na avaliação da campanha, mais uma vez o STF tenta resolver uma questão eleitoral por meio de decisões judiciais, favorecendo o candidato preferido deles."

  11. 'Acho que esses debates estão infrutíferos', diz Lula no Flow

    Lula

    Lula começou sua participação no podcast Flow explicando o que o levou a não participar do debate de candidatos à Presidência que seria realizado pela TV Globo.

    Ele criticou as regras dos debates atualmente e disse que preferiria participar apenas do debate no segundo turno. “Eu acho que esses debates estão infrutíferos, não produzem nada e não dão sequencia. E aí o pessoal fica fazendo gracinha, (questionando) qual é a piada? Qual é a pegadinha? Quando você está num debate para a Presidência da República é uma coisa mais séria”, disse Lula.

    O programa está sendo ao vivo, gravado do Palácio da Alvorada.

  12. Flávio Bolsonaro anuncia live nas redes sociais 21h30

    Após desistir de participar do debate da Globo, posteriormente cancelado, Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que fará uma live nas redes sociais a partir das 21h30.

    "Não vou compactuar com censura e interferência do Judiciário", disse Flávio, em vídeo postado no Instagram.

    "Em respeito aos milhões de brasileiros que aguardavam nossas propostas, vamos às 21h30 fazer uma live na TV celular Flávio Bolsonaro", afirmou.

    Lula participa desde às 20h45 de entrevista no Flow Podcast, transmitido pelo YouTube.

    Flávio Bolsonaro
  13. Começa entrevista de Lula no podcast Flow

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esta concedendo agora entrevista ao Flow Podcast. Por volta das 21h, cerca 837 mil pessoas estavam assistindo à transmissão no YouTube.

  14. Renan Santos diz que Globo não o deixou entrar na emissora

    Renan Santos (Missão) disse que foi até a emissora e não foi autorizado a entrar. Depois disso, diz que soube que o debate foi cancelado.

    Segundo ele, Flávio Bolsonaro (PL) cancelou sua participação por "medo" dele.

    Renan criticou a decisão da Globo dizendo que "o brasileiro não terá direito a debate".

    "Essa é uma eleição em que você não saberá propostas da maior parte dos candidatos", disse.

    Renan Santos
  15. Globo cancela o debate

    Rede Globo

    A Rede Globo acaba de cancelar o debate.

    Segundo a emissora, a razão do cancelamento foram as decisões judiciais relacionadas à realização do debate presidencial programado para esta noite.

    A primeira foi da ministra Estela Aranha, do TSE, que, à pedido da campanha de Lula proibiu que a emissora filmasse o púlpito vazio do candidato.

    "A decisão da ministra Estella Aranha proíbe o púlpito com o nome de Lula e a formulação das perguntas que seriam feitas a ele", diz a nota da emissora.

    A segunda notificação recebida pela Globo esta noite é de uma decisão proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e atende a um pedido feito pelo partido Solidariedade a respeito da participação no debate de Renan Santos, do Missão.

    "As regras que estabelecem que candidatos devem ser obrigatoriamente convidados para debates em rádio e TV são determinadas por lei e reguladas por portaria do Tribunal Superior Eleitoral: devem ser convidados obrigatoriamente os candidatos de partidos com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. Em atendimento a essa regra, a Globo convidou para o debate os candidatos: Augusto Cury, do Avante; Flavio Bolsonaro, do PL; Ronaldo Caiado, do PSD; e Lula, do PT. Uma outra decisão, do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, na terça-feira, alterou entendimento do próprio TSE na contagem de parlamentares no Congresso para fins de debate e decidiu que Romeu Zema, do Novo, teria direito de participar do debate", afirma a nota.

    "E a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, proferida há pouco, determinou a participação do candidato Renan Santos no debate, mesmo o Missão, partido de Renan, tendo apenas um parlamentar no Congresso Nacional. A Globo tem longa tradição na organização de debates eleitorais. Nosso propósito é promover a discussão de ideias para o Brasil e oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar projetos. Nosso dever é o de promover a democracia, mas as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais."

  16. Flow podcast já teve entre os sócios defensor de um partido nazista

    Ausência no debate da Globo, Lula segue a mesma estratégia adotada no debate da Band: participará de uma entrevista enquanto o confronto, com a ausência dele, acontece.

    Durante o debate da Band, ele deu entrevista ao vivo à Record.

    Agora, participa, a partir das 20h45, de entrevista no Flow podcast.

    O Flow foi fundado em 2018 por Igor Coelho e Bruno Aiub (Monark), além de Gianluca Santana Eugenio (Gianzão). Mas Monark deixou o projeto em 2022 e Igor seguiu à frente do negócio.

    Monark deixou o programa depois de defender a criação de um partido nazista no Brasil.

    Durante a entrevista com os deputados federais Tábata Amaral (PSB) e Kim Kataguiri (Missão), Monark argumentou que a esquerda e a direita radical deveriam ter espaço e defendeu que o Brasil deveria reconhecer um partido nazista por lei.

  17. Decisão de Estela Aranha é 'desnecessária' e de Gilmar, 'heterodoxa', diz analista

    Para Bruno Andrade, especialista em direito eleitoral, a ministra do TSE Estela Aranha tomou uma decisão "desnecessária" ao proibir que a TV Globo mostre o púlpito vazio que seria usado por Lula (PT) no debate e impedir que os candidatos presentes direcionem perguntas aos ausentes — pontos que eram previstos nas regras do debate da emissora.

    "A organização do debate é aberta. A escolha em não ir é uma faculdade dos candidatos. Se a ausência será utilizada retoricamente, faz parte do debate político. Então, entendo que [o TSE] não deveria interferir", disse Andrade, em entrevista à repórter Rute Pina, da BBC News Brasil.

    Já a decisão de Gilmar Mendes que determinou a participação de Renan Santos (Missão) no debate é "heterodoxa", avalia Andrade.

    O especialista lembrou que o STF, nos julgamentos de diversas ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) passadas, afirmou que a emissora tem a liberdade de chamar ou não candidatos que a legislação não estabeleçam como convidados obrigatórios.

    "A emissora só precisa chamar necessariamente os candidatos cujo partido tenha cumprido a cláusula de participação. Por isso o Zema foi incluído, pois o Novo comprovou que cumpria a cláusula, o Missão, por sua vez, não cumpriu. Então, seu convite seria uma faculdade da emissora", diz o especialista.

  18. Romeu Zema está na TV Globo para o debate

    Romeu Zema

    Romeu Zema, do Novo, chegou aos estúdios da TV Globo para o debate.

    No único debate que aconteceu nesta campanha, na TV Band, Zema desistiu de participar de última hora, diante das ausências de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

    A presença de Zema no debate da Globo foi possibilitada por uma decisão judicial. Na terça (29/09), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou sua inclusão.

    Augusto Cury, do Avante, e Ronaldo Caiado, do PSD, também já chegaram.

  19. 'Gilmar Mendes está forçando a barra', diz especialista em direito eleitoral

    Gilmar Mendes

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes "forçou a barra" com a decisão que permitiu a participação de Renan Santos (Missão) no debate da TV Globo nesta quinta-feira (1/10), avalia o advogado Alberto Rollo, especialista em direito eleitoral e mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

    "A lei é muito clara: ela diz que as emissoras são obrigadas a convidar quem tem cinco representantes no Congresso. O Missão não tem. O ministro está forçando a barra", disse Rollo, em entrevista à repórter Iara Diniz, da BBC News Brasil.

    "Essa é mais uma decisão — e a do Lula também, da Estela Aranha, do TSE —, que mostra uma briga política. E isso está errado. O juiz não tem que julgar politicamente, o juiz tem que julgar de acordo com a lei e o Gilmar Mendes não julgou de acordo com a lei. O Renan Santos não teria o direito de participar e o Gilmar está obrigando, está impondo."

    A petição que levou à decisão favorável a Renan foi protocolada pelo Solidariedade e endereçada a Gilmar Mendes no âmbito de uma ação que tramitava no STF desde maio, e envolvia postagens em redes sociais feitas por um parlamentar e barradas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.

    "Essa liminar do Gilmar Mendes foi dada num processo do Paraná, que não tem nada a ver com o debate. Essa história de escolher relator agora virou moda. 'De acordo com os meus interesses, eu vou lá e escolho o relator, porque eu sei que o relator vai dar a liminar que eu estou pedindo'. Isso é um absurdo do ponto de vista jurídico", diz Rollo.

  20. Bolsonaristas criticam Estela Aranha e Gilmar Mendes nas redes sociais

    Ministra Estela Aranha
    Legenda da foto, Ministra Estela Aranha

    Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) criticam a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela decisão que vetou que a Rede Globo mostre o púlpito vazio que seria usado por Lula no debate.

    A decisão de Aranha foi citada por Flávio ao desistir de participar do confronto entre candidatos na TV Globo.

    O economista Rodrigo Constatino citou em postagem no X que Aranha foi secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, durante a gestão de Flávio Dino (PSB), hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). E que, após ser desligada do ministério, foi indicada por Rui Costa (PT), como assessora especial do presidente Lula (PT), que a indicou para ministra do TSE.

    "Ou seja, uma MILITANTE PETISTA!", afirmou Constatino.

    Fernando Holiday (PL), ex-vereador por São Paulo, afirmou que o TSE e o STF estariam agindo "descaradamente em favor de Lula".

    "Proibiram a Globo de mostrar o lugar dele vazio e ainda obrigaram a emissora a chamar o aliado do PT de última hora", disse no X, em aparente referência a Renan Santos (Missão).

    Gilmar Mendes também é alvo dos aliados bolsonaristas.

    "A interferência indevida do judiciário põem em risco a democracia. O ministro Gilmar mais uma vez ultrapassa suas prerrogativas e invade competências e destrói jurisprudências", postou o senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro do Desenvolvimento Regional durante o governo Jair Bolsonaro.