Argentina 1x 0 Cabo Verde: Messi abre o placar em duelo contra Vozinha no mata-mata da Copa

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- Author, Dale Johnson
- Role, Correspondente de futebol
- Author, Iara Diniz
- Role, Da BBC News Brasil em São Paulo
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Argentina e Cabo Verde estão em campo na noite desta sexta-feira (3/7) para disputar uma vaga na próxima fase da Copa do Mundo 2026. A partida está 1 a 0 para os argentinos, com gol do artilheiro Lionel Messi.
A seleção vencedora vai enfrentar o Egito nas oitavas de final.
Cabo Verde começou o jogo sem demonstrar nervosismo e trocou passes com tranquilidade, mantendo a posse de bola em alguns momentos mesmo diante da pressão argentina.
Até os 29 minutos do primeiro tempo, o jogo seguia empatado em 0 a 0, com a seleção cabo-verdiana surpreendendo pela postura diante da atual campeã do mundo.
Mas isso não foi suficiente para evitar que Lionel Messi marcasse abrisse o placar.
O gol saiu após passe em profundidade de Lisandro Martínez. Messi dominou em velocidade, ajustou o corpo no primeiro toque e, na sequência, encobriu Vozinha com uma cavadinha precisa, mandando a bola para o ângulo do gol.
O duelo desta noite é marcado por dois nomes. De um lado, Lionel Messi, o maior artilheiro da história dos Mundiais — e para muitos o maior jogador de todos os tempos. Do outro, Vozinha, goleiro de 40 anos que, até três semanas atrás, era praticamente desconhecido do grande público. Hoje, soma mais de 17 milhões de seguidores no Instagram.

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O confronto resume uma das histórias mais marcantes desta Copa do Mundo: a campanha de Cabo Verde, que, em sua estreia no torneio, desafiou todas as previsões para alcançar o mata-mata.
Quase ninguém acreditava que a seleção africana pudesse resistir à atual campeã europeia, Espanha. Ainda assim, arrancou um empate por 0 a 0.
O resultado foi tratado como uma das maiores zebras da história das Copas — e Cabo Verde sequer venceu a partida.
Depois vieram os empates contra o bicampeão mundial Uruguai e contra a Arábia Saudita, resultado suficiente para garantir a classificação às oitavas de final na segunda colocação do grupo.
Agora, o desafio é contra a Argentina. No papel, trata-se daquele que pode ser o confronto mais desigual da história do mata-mata da Copa do Mundo. Mas é Copa do Mundo, e tudo pode acontecer.
Escalação das duas equipes

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O técnico Bubista fez cinco mudanças na equipe titular de Cabo Verde em relação ao time que empatou com a Arábia Saudita. Entram na equipe Steven Moreira, Sidny Cabral, Laros Duarte, Nuno da Costa e Jovane Cabral.
Escalação de Cabo Verde: Vozinha; Sidny Cabral, Borges, Lopes e Steven Moreira; Kevin Pina, Cabral, Dailon Duarte e Laros Duarte; Jovane Mendes e Nuno da Costa.
Já o técnico Lionel Scaloni fez nove mudanças na equipe titular da Argentina em relação ao time que venceu a Jordânia na última rodada da fase de grupos. A principal novidade é o retorno do capitão Lionel Messi ao time titular.
Escalação de Argentina: Emiliano Martínez; Medina, Lisadro Martínez, Romero e Molina; Almada, Enzo Fernández, Mac Allister e De Paul; Lautaro Martínez e Messi.
A favorita
A equipe comandada por Lionel Scaloni é favorita no jogo desta sexta e está há 10 partidas invicta, com 29 gols marcados e apenas dois sofridos no período. A última derrota foi em setembro de 2025, para o Equador, fora de casa.
Além disso, a seleção argentina não sofre mais de um gol em uma mesma partida há 17 jogos. A última vez que isso aconteceu foi na derrota por 2 a 1 para o Paraguai, em novembro de 2024.
Diante de Cabo Verde, a Argentina também pode alcançar uma marca histórica: tornar-se apenas a terceira seleção a marcar dois ou mais gols em 10 jogos consecutivos de Copa do Mundo, igualando um feito obtido apenas por Uruguai (11 partidas, entre 1930 e 1954) e Alemanha (10, entre 1938 e 1958).
'Estamos jogando pra vencer'
O presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, demonstra confiança na classificação da seleção. Ele prevê uma vitória por 1 a 0 sobre a atual campeã mundial e afirma que o país seguirá "escrevendo o próprio destino".
"Estamos jogando para vencer", afirmou.
"Quando as expectativas sobre um time são baixas e essa equipe tem vontade de ganhar, tudo é possível. Um país pequeno como Cabo Verde deve se esforçar para fazer isso sempre: surpreender as pessoas continuamente."
Tricampeã do mundo x uma estreante na Copa

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Fim do Promoção Agregador de pesquisas
Uma das seleções mais tradicionais da história — e atual campeã do mundo — terá pela frente um adversário que só disputou sua primeira Copa Africana de Nações em 2013.
Cabo Verde ainda era uma colônia de Portugal quando a Argentina participou da primeira Copa do Mundo, em 1930, terminando com o vice-campeonato diante do Uruguai.
A Albiceleste, como é conhecida a seleção argentina, só ficou fora de uma edição da Copa por não conseguir a classificação: em 1970, no México. Antes disso, desistiu de disputar os torneios de 1938, 1950 e 1954.
O primeiro título mundial da Argentina veio em 1978, com vitória por 3 a 1 sobre a Holanda na final. O bicampeonato foi conquistado em 1986, após triunfo por 3 a 2 sobre a Alemanha Ocidental.
A terceira estrela chegou no Catar, há quatro anos, quando os argentinos derrotaram a França nos pênaltis após empate por 3 a 3 na decisão.
A Argentina também acumula uma trajetória de sucesso na Copa América. É a maior campeã da competição, com 16 títulos, incluindo as duas últimas edições.
Desde março de 2022, a seleção não deixa o top 3 do ranking da Fifa. Ela permaneceu por dois anos na liderança antes de ser ultrapassada pela França no ano passado.
Em contraste, a Federação Cabo-Verdiana de Futebol só foi criada em 1982 e se tornou membro da Fifa em 1986 — justamente quando a Argentina conquistava seu segundo título mundial.
Os Tubarões Azuis, apelido da seleção de Cabo Verde, disputaram pela primeira vez as Eliminatórias da Copa em 2002, mas só passaram a ter chances reais de classificação a partir do ciclo para 2022.
Há quatro anos, a vaga escapou por muito pouco. Cabo Verde empatou por 1 a 1 com a Nigéria na última rodada das Eliminatórias. Uma vitória classificaria a equipe para o Mundial do Catar.
Já na campanha para a Copa de 2026, mesmo caindo em um grupo com Camarões, oito vezes participante do torneio, os cabo-verdianos terminaram na liderança da chave, com apenas uma derrota em dez partidas.
A evolução recente da seleção é evidente. Sua primeira participação na Copa Africana de Nações aconteceu apenas em 2013, quando chegou às quartas de final antes de ser eliminada por Gana.
Desde então, Cabo Verde disputou a competição quatro vezes e voltou às quartas de final em 2023. Curiosamente, não conseguiu se classificar para a edição de 2025 da Copa Africana, apesar de ter garantido vaga na Copa do Mundo.
No ranking da Fifa, Cabo Verde entrou pela primeira vez entre as 100 melhores seleções em 2006.
Depois da estreia na Copa Africana, alcançou a 36ª posição e, em 2014, atingiu seu melhor desempenho histórico: o 27º lugar. Nos últimos nove anos, a equipe tem oscilado entre a 60ª e a 80ª colocação e chega ao duelo desta sexta-feira ocupando a 64ª posição.
Disparidade de valores
A transformação de Cabo Verde começou em 2010, quando o então técnico João de Deus decidiu recorrer à enorme diáspora do país e convocou oito jogadores que nunca haviam defendido a seleção.
Atualmente, muitas seleções contam com atletas da diáspora — cidadãos nascidos ou criados em outros países, mas que têm direito de representar a nação de origem no futebol internacional.
Dos convocados de Cabo Verde, 12 nasceram no próprio país.
O primeiro gol da história da seleção em Copas do Mundo, no empate por 2 a 2 com o Uruguai, foi marcado por Kevin Pina, natural da capital, Praia.
Ainda assim, a equipe depende fortemente dos jogadores da diáspora. Cinco atletas nasceram na Holanda, enquanto França e Portugal contribuíram com três jogadores cada.
Nenhum dos convocados atua na liga nacional de Cabo Verde, que é semiprofissional.
Ao todo, 23 jogadores defendem clubes europeus, mas apenas o zagueiro Logan Costa, do Villarreal, atua em uma das cinco principais ligas do continente.
Vozinha, goleiro de 40 anos que se tornou uma das surpresas desta Copa do Mundo, está oficialmente sem clube desde terça-feira, quando seu contrato com o Chaves, da segunda divisão de Portugal, chegou ao fim.
Ele é um dos sete jogadores da seleção que atuavam em Portugal, embora apenas o lateral Sidny Lopes Cabral — revelado pelo Benfica e de saída para o Trabzonspor — pertença a um clube de maior expressão.
Segundo o Transfermarkt, o elenco de Cabo Verde está avaliado em 54,5 milhões de euros (cerca de R$ 320 milhões).
Apenas nove das 48 seleções da Copa possuem um valor de mercado inferior. O Catar ocupa a última posição, com elenco avaliado em 19,9 milhões de euros.
A Argentina, por outro lado, reúne um elenco repleto de estrelas. O grupo comandado por Lionel Messi vale 807,5 milhões de euros, o sétimo mais valioso do Mundial. A França lidera o ranking, com 1,52 bilhão de euros.
Dois jogadores argentinos atuam no futebol local, por River Plate e Boca Juniors, enquanto outro defende o Palmeiras. Rodrigo De Paul e Lionel Messi jogam no Inter Miami, da MLS, e os outros 21 atletas pertencem a clubes das cinco principais ligas da Europa.
Apenas dois integrantes do elenco não nasceram na Argentina: os atacantes Giuliano Simeone, nascido em Roma, na Itália, e Nico Paz, natural de Tenerife, na Espanha.

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Considerando apenas os times titulares, a seleção da Argentina soma um valor de mercado de 360,3 milhões de libras. O jogador mais valioso é o volante Enzo Fernández, do Chelsea, avaliado em 77,4 milhões de libras.
Em comparação, todo o elenco de Cabo Verde está avaliado em 19,77 milhões de libras.
O jogador de maior valor de mercado da seleção africana é Wagner Pina, do Trabzonspor, avaliado em 9,5 milhões de libras. No entanto, sua única participação nesta Copa do Mundo aconteceu contra a Arábia Saudita, quando Sidny Cabral cumpria suspensão.
O próprio Cabral, avaliado em 3,4 milhões de libras, e Kevin Pina, do Krasnodar, com 4,3 milhões de libras, representam boa parte do restante do valor de mercado do elenco cabo-verdiano.
O time titular da Argentina vale mais de 18 vezes todo o elenco de Cabo Verde. Além disso, cinco jogadores argentinos têm valor de mercado superior ao de toda a seleção africana.
A diferença também aparece na galeria de troféus.
Dezesseis jogadores do elenco argentino já conquistaram uma Copa do Mundo e, juntos, acumulam diversos títulos nacionais e continentais por seus clubes, além de troféus nas principais ligas da Europa.
Já os principais títulos dos jogadores de Cabo Verde foram conquistados em campeonatos de menor expressão, como os de Chipre, Hungria e Emirados Árabes Unidos, além da Major League Soccer, nos Estados Unidos.
O título de maior destaque pertence a Jovane Cabral, campeão português pelo Sporting na temporada 2020/21. Kevin Pina, por sua vez, conquistou o Campeonato Russo pelo Krasnodar em 2024/25.
























