Por que a virada de Lula no segundo turno é tão difícil?

Legenda do vídeo,
Por que a virada de Lula no segundo turno é tão difícil?
Published

O presidente Lula (PT) vai enfrentar no segundo turno sua maior batalha nas urnas desde que se elegeu pela primeira vez, em 2002.

Com 45,16% dos votos no primeiro turno, o petista ficou dois pontos percentuais atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL), que terminou em primeiro lugar com 47,03% dos votos válidos — uma diferença de cerca de 2,2 milhões de votos que, segundo analistas, deixa o senador em situação relativamente confortável.

Lula obteve menos votos no primeiro turno de 2026 em comparação com o pleito de 2022. Ao mesmo tempo, Flávio registrou uma votação expressivamente maior do que a de Jair Bolsonaro na primeira fase da eleição anterior.

Além disso, a apuração das urnas este ano revelou uma diminuição no percentual de votos de Lula em todos os estados do Nordeste e que historicamente é seu principal reduto eleitoral, registrando quedas significativas em estados como Maranhão e Bahia.

Desde a redemocratização do Brasil em 1988, nunca houve uma virada de segundo turno em eleições presidenciais no país. O candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar jamais conseguiu vencer a disputa final.

Para os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, Flávio chega mais forte ao segundo turno. Para reverter esse cenário, Lula teria pela frente ao menos cinco grandes desafios:

1. Abstenção 'maior entre os mais pobres'

2. Perda de votos em todos os Estados do Nordeste

3. Derrota em São Paulo, o maior colégio eleitoral

4. O voto de Minas, o Estado espelho

5. Os votos de Cury, Renan, Caiado e Zema

Neste vídeo, o repórter João Fellet detalha esses desafios e mostra por que analistas consideram a tarefa particularmente complexa.