Flávio Bolsonaro admite que pediu milhões a Vorcaro para filme do pai: o que se sabe

    • Author, Mariana Schreiber
    • Role, Da BBC News Brasil em Brasília
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  • Tempo de leitura: 12 min

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu ter negociado com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, investimentos para custear as gravações de um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com uma reportagem do portal The Intercept Brasil, o repasse total acordado seria de US$ 24 milhões, o equivalente a cerca de R$ 134 milhões na época. Desse montante, R$ 61 milhões teriam sido de fato liberados entre fevereiro e maio de 2025.

Diante dos atrasos para os pagamentos restantes, Flávio teria enviado mensagens para Vorcaro cobrando a liberação.

Em uma das mensagens divulgadas pelo Intercept, e que teria sido enviada um dia antes da primeira prisão do banqueiro, Flávio trata Vorcaro com aparente proximidade, o chamando de "irmão" e dizendo: "Estou e estarei contigo sempre".

Daniel Vorcaro está preso, acusado de ter comandado fraudes bilionárias no Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em novembro. No momento, ele negocia um acordo de delação premiada.

Ainda, segundo o Intercept, as conversas obtidas indicam que a relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro para viabilizar a produção do filme contou com a intermediação do publicitário Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal LeoDias.

Ao jornal O Globo, Miranda confirmou ter intermediado negociações com Vorcaro que teriam resultado em repasses de R$ 62 milhões para a realização da produção cinematográfica.

De acordo com ele, o valor previsto seria maior, mas os repasses foram suspensos com a crise na instituição financeira.

Segundo O Globo, em 2025, o Banco Master transferiu R$ 2,329 milhões diretamente à Entre Investimentos — empresa que teria sido utilizada para repasses de dinheiro entre Vorcaro e a produção do filme —, com base em informações obtidas a partir das declarações de Imposto de Renda do banco.

Na manhã desta quarta-feira (13/5), Flávio Bolsonaro foi questionado presencialmente pelo Intercept sobre o financiamento de Vorcaro ao filme Dark Horse (Azarão, em tradução livre), e respondeu: "De onde você tirou essa informação? É mentira".

No entanto, após a publicação da reportagem, o senador admitiu a negociação, negando qualquer ilegalidade no financiamento do filme. Ele cobrou a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar as suspeitas envolvendo Vorcaro.

"Mais do que nunca, é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet", disse Flávio, por meio de nota.

"Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme", continuou.

O senador diz que não ofereceu nada em troca do financiamento.

"Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do Master Já", disse ainda.

A declaração, contudo, contradiz falas recentes do próprio Flávio Bolsonaro sobre sua relação com Vorcaro.

Em março, após a revelação de que Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, havia doado R$ 3 milhões para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio afirmou que a contribuição ocorreu "sem nenhuma vinculação, sem nenhuma contrapartida, sem nenhum contato pessoal, inclusive".

Em outra ocasião, ao ser questionado pela Folha de S.Paulo sobre o fato de seu número constar na agenda telefônica de Vorcaro — informação revelada pela CPI do INSS —, o senador disse que seu telefone "não é propriamente um segredo" e sugeriu que terceiros poderiam ter repassado o contato.

Apesar da admissão de Flávio Bolsonaro sobre o financiamento, a Go Up Entertainment, produtora do Dark Horse, negou o recebimento de repasses de verba de Daniel Vorcaro para o projeto.

À Folha de S. Paulo, Karina Ferreira da Gama, sócia-administradora da empresa, disse que a produtora só tem investimentos estrangeiros, sem ligação com o banqueiro.

As gravações foram encerradas em dezembro, em São Paulo, e o longa entrou em fase de edição, nos Estados Unidos.

Procurada pela BBC News Brasil, a defesa de Vorcaro ainda não se manifestou.

A aproximação entre Flávio e Vorcaro

A primeira aproximação entre Flávio e o banqueiro, segundo o material analisado pelo Intercept, teria ocorrido em 8 de dezembro de 2024, quando o publicitário Thiago Miranda organizou um encontro entre os dois em Brasília.

Na mensagem para confirmar o encontro, Miranda afirmou ao banqueiro que o senador queria tratar do "filme do presidente", acrescentando que "Flavio está ciente de tudo".

"Confirmei com o Flávio Bolsonaro. Quarta dia 11 às 17:30 aqui na sua casa de Brasília. Ok?", pergunta Miranda.

Vorcaro respondeu dando ok.

Ainda, segundo o Intercept, pouco menos de uma hora após o horário previsto para o encontro, às 18h24, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) enviou um áudio para Vorcaro agradecendo pelo apoio ao projeto.

Frias teria dito que o filme "vai mexer com o coração de muita gente" e seria importante para o país. Na sequência, ele e o banqueiro fizeram uma ligação telefônica entre si.

Nos meses seguintes, segundo o Intercept, as mensagens obtidas indicam avanço das negociações e um cronograma de pagamentos acompanhado diretamente por Vorcaro e Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado pela Polícia Federal como seu principal operador financeiro. Zettel também está preso, negociando acordo de delação premiada.

"No dia 21 de janeiro, Zettel explicou a Vorcaro que o filme teria um fluxo específico de pagamentos: dez parcelas de 2,5 milhões de dólares. Meses depois, em agosto do mesmo ano, Miranda enviou a Daniel Vorcaro um documento com uma tabela indicando que o fluxo de pagamentos acordado foi diferente: 14 parcelas – 12 delas de 1,666 milhão de dólares e duas de 2 milhões de dólares", diz um trecho da reportagem do site.

Em entrevista ao Globo, Miranda disse que o projeto do filme foi apresentado a ele pelo deputado federal Mario Frias, que o procurou para pedir ajuda por estar com dificuldade de financiamento.

"Eu tive uma reunião com o Mario Frias, que me apresentou o projeto. Conversei com vários empresários e mostrei pro Daniel [Vorcaro]. O Daniel falou: 'Cara, eu tenho interesse, sim, em patrocinar'. Na verdade, não é patrocinar, é ser investidor", afirmou Miranda ao jornal.

"Levei pro Mario Frias, falei: 'Olha, o Daniel vai entrar'. O contrato foi assinado", disse ainda.

Miranda afirmou ao O Globo que a ligação de Vorcaro com o filme não apareceria publicamente.

Em nota divulgada na noite desta quarta-feira, Mario Frias contradiz Flávio Bolsonaro e nega qualquer participação financeira do empresário Daniel Vorcaro na produção.

"Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse. E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco", diz um trecho do comunicado divulgado em seu perfil no X.

"Há uma tentativa permanente de descredibilizar a obra perante a opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual, muitas vezes por motivações claramente políticas e ideológicas."

O que Flávio disse a Vorcaro

O relacionamento que antes era intermediado por Miranda, evoluiu em 2025 para uma interlocução direta entre Flávio e Vorcaro, segundo o Intercept.

O site teve acesso a mensagens trocadas pelo senador com o banqueiro, incluindo um aúdio enviado pelo senador pedindo a liberação de valores pendentes.

Segundo a reportagem, Vorcaro teria se comprometido a repassar US$ 24 milhões de dólares para a produção cinematográfica, que seria equivalentes a cerca de R$ 134 milhões na época.

"Documentos e mensagens obtidos com exclusividade pelo Intercept Brasil indicam que pelo menos 10,6 milhões de dólares — cerca de R$ 61 milhões, considerando a cotação do dólar nos períodos das transferências — haviam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, para financiar o projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro", diz o portal.

Diante do atraso na liberação dos valores restantes, Flávio Bolsonaro teria feito contatos com Vorcaro cobrando os valores, com um áudio enviado em 8 de setembro, dias antes da condenação de Jair Bolsonaro pelo STF.

"Irmão, preferi te mandar um áudio para você ouvir com calma. Bom, aqui a gente tá passando por um dos momentos mais difíceis da nossa vida. Não sei como isso vai acabar, mas tá na mão de Deus aí", teria dito Flávio no aúdio divulgado pelo Intercept.

"Mesmo você tendo dando liberdade de te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas, enfim... É porque está num momento muito decisivo aqui no filme e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou pro filme, né?", continua a gravação.

"Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel ou num Cyrus [Nowrasteh], os caras renomadíssimos lá no cinema americano mundial, podia ser algo muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme, pode ter efeito elevado a menos 1", diz Flávio no áudio, citando o ator que interpreta Bolsonaro na produção e o diretor da obra.

"Se você puder me dar um toque, uma posição aí Daniel, porque a gente precisa saber o que faz da vida. Porque tem muita conta para pagar esse mês e mês seguinte também. E agora na reta final, a gente não pode não honrar com os compromissos."

Na resposta, segundo o Intercept, Vorcaro pediu desculpas e afirmou que resolveria a situação no dia seguinte. Na mesma noite, os dois teriam feito uma ligação telefônica de cerca de dois minutos e meio, de acordo com os registros obtidos.

O senador e o banqueiro teriam mantido contato frequente desde então. Segundo o Intercept, ainda em setembro, eles teriam realizado quatro ligações e marcado encontros presenciais em São Paulo.

A reportagem cita ainda outras interações, como registros de ligações de áudio cujo teor não foi revelado e conversas marcando um jantar na casa de Vorcaro para que o banqueiro conhecesse os artistas envolvidos no filme — não há confirmação se o jantar de fato ocorreu.

Dois meses depois, no dia 07 de novembro, Flávio Bolsonaro teria enviado um vídeo de visualização única para Vorcaro dizendo: "Tá perdendo, irmão. Tudo isso só está sendo possível por causa de você!", diz trecho publicado pelo Intercept.

O banqueiro então respondeu: "Que demais. Ficou perfeito".

Na semana seguinte, já nas vésperas da primeira prisão de Vorcaro, Flávio Bolsonaro teria feito outro contato em mensagem de texto com o banqueiro, usando palavras que novamente demonstram grande proximidade entre os dois.

"Fala mermao. Pode atender?", perguntou Flávio em mensagem enviada no dia 15 de novembro, às 15h47, e publicada pelo Intercept.

Vorcaro respondeu no dia seguinte, às 10h37: "Fala irmaozao ro[sic] na igreja. Terminando te chamo."

Durante a tarde, Flávio teria enviado duas imagens de visualização única e em seguida elogiado Vorcaro.

"Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!".

As reações da direita

Na sequência da divulgação dos áudios, personalidades do campo conservador começaram a questionar a viabilidade da candidatura presidencial de Flávio, atual pré-candidato do PL.

"Eu realmente espero que esse áudio seja falso. Se for verdade, acabou", escreveu o economista e comentarista Rodrigo Constantino na rede social X.

Constantino afirmou que "não dava para passar pano na situação" e criticou a postura de políticos que estavam tratando o episódio como algo normal.

"Agora vai ser a hora de separar o joio do trigo. Só imaginem se fosse o Zema, ou então o Lula com essas ligações e esses acordos com Vorcaro. Qual seria a reação dessa mesma turma? Só imaginem..."

Assim como o comentarista, políticos da direita, entre eles o senador Ricardo Salles (Novo-SP) — que foi ministro do governo Bolsonaro e nesta semana trocou críticas públicas com Eduardo Bolsonaro (PL) —, passaram a manifestar apoio a Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência.

"Bora Zema! Sempre contra a esquerda!!", compartilhou Salles a mensagem publicada por um outro perfil. "Parece que Romeu Zema é a única solução"

Zema, que vinha sendo cotado para ser candidato a vice em uma chapa com Flávio, também criticou o aliado.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o ex-governador de Minas Gerais disse que o áudio divulgado pelo Intercept é um "tapa na cara dos brasileiros de bem".

"Flavio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil.", declarou.

O também pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), adotou uma postura diferente.

Em um vídeo publicado no X, Caiado afirmou que Flávio Bolsonaro deveria se explicar, mas que ele não era um "homem oportunista" e que era importante trabalhar para que a "centro-direita brasileira não se divida, não rompa essa unidade para que possamos derrotar o PT e o Lula nas urnas".

Já a direita aliada do clã Bolsonaro adotou o discurso de que Flávio buscou dinheiro privado para um projeto privado, sem desvio de dinheiro público, junto com um ataque à Lei Rouanet.

O ex-vereador Fernando Holiday (PL-SP), por exemplo, minimizou as revelações contra Flávio Bolsonaro.

"Eu não estou entendendo essa zona toda. Qual o problema de buscar financiamento privado para um filme? A outra opção é financiamento público. E, por acaso, para pedir investimento privado, tem que prever os crimes do sujeito? Consultar a Mãe Dinah?", escreveu no X.

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), também seguiu pelo mesmo caminho e disse que "as explicações apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro são claras, coerentes e objetivas".

"Os fatos dizem respeito à busca de patrocínio privado para um projeto privado, sem qualquer utilização de recursos públicos. Não aceitaremos tentativas de transformar uma iniciativa privada em narrativa política artificial para atingir adversários", afirmou.

Também colocando panos quentes na situação, o ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social do governo Bolsonaro, Fabio Wajngarten, se manifestou.

"Todo frenesi durará poucos minutos. Se acalmem", declarou.

Por sua vez, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) disse que não acredita "em condenações precipitadas", questionou uma suposta falta de repercussão em escândalos ligados à esquerda e defendeu a instalação da CPMI do Banco Master.

"Não acredito em condenações precipitadas, assim como também acredito que transparência é sempre o melhor caminho. Flávio deu sua versão dos fatos e afirmou não haver qualquer ilegalidade em sua conduta", afirmou na rede social X.

"Só há uma forma de elucidar todos os fatos envolvendo o Banco Master e as ações do Vorcaro: a instalação da CPMI. Quem agora silenciar, estará acusando o seu medo e, consequentemente, sua culpa."

Aliados de Lula ironizam conversas

A divulgação do caso provocou reação imediata de políticos da esquerda. Minutos após a publicação da reportagem, perfis de partidos da base governista passaram a compartilhar o áudio divulgado pelo Intercept.

Aliados do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defenderam a investigação do caso e chegaram a pedir a prisão de Flávio Bolsonaro.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou uma notícia-crime ao ministro do STF André Mendonça, à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República pedindo a prisão preventiva do senador.

Já o ministro Guilherme Boulos afirmou nas redes sociais: "Uma semana após Flávio dizer que Banco Master está ligado ao PT, vaza áudio dele cobrando R$ 134 milhões de Vorcaro. A terra plana não gira, capota".

Durante um evento em São Paulo durante a noite, o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), ironizou as conversas reveladas pelo Intercept.

"O cara pede uma contribuição de R$ 134 milhões para a família dele e o pessoal está apavorado com isso. Normal. O Brasil virou essa cleptocracia porque as pessoas perderam a noção do ridículo. Ele pediu isso para fazer um documentário sobre o pai dele. Até eu faço", declarou.

Candidatura em crise?

Especialistas entrevistados pela BBC News Brasil avaliam que as revelações tendem a aprofundar disputas internas na direita, além de reduzir a competitividade de Flávio.

Segundo a cientista política Mayra Goulart, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), até agora Flávio Bolsonaro "jogava parado" na pré-campanha, apostando na transferência de votos do pai.

"Esses elementos podem conturbar aquilo que parecia ser o caminho que as coisas seguiriam."

O cientista político Claudio Couto, da Fundação Getulio Vargas, também aposta que o episódio tem potencial de interromper o crescimento do senador nas pesquisas, e avalia que a gravidade do caso pode aumentar caso novas revelações sejam divulgadas nos próximos dias.

"Se isso acontecer de novo, como ocorreu na Vaza Jato, pode ser que hoje tenha aparecido isso e amanhã apareça outra coisa. Aí o comprometimento é muito maior."

Já Yuri Sanches, diretor de risco político da Atlas/Intel, afirma que ainda é cedo para medir o tamanho do impacto eleitoral do episódio, mas que o desgaste pode ser relevante.

"Um caso como esse tem potencial de impactar negativamente o Flávio de uma maneira que a gente ainda vai precisar medir a magnitude."