Esquerda pode ser mais pró-empresas do que partidos de centro, diz Piketty
Para o economista francês Thomas Piketty, uma parte da esquerda perdeu sua ambição de propor políticas de redistribuição de renda e redução das desigualdades, passando a aceitar um consenso em torno da liberalização dos mercados e de políticas favoráveis às empresas.
Na avaliação de Piketty, quando diferentes partidos passaram a defender modelos econômicos semelhantes e a priorizar o controle das fronteiras, questões como desigualdade e estrutura de classes acabam ficando em segundo plano.
"Se você diz à opinião pública, por muitos anos, que não existem outras alternativas de políticas econômicas, que o certo é todos os governos seguirem a mesma agenda pró-corporações e se preocuparem em controlar suas fronteiras, então, depois de 20, 30 anos, toda a conversa pública é sobre controle de fronteiras e identidade", afirmou Piketty ao repórter Vinicius Mendes, da BBC News Brasil.
Confira um trecho no vídeo e leia a entrevista completa, em texto, no nosso site.



