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'Falam que sou um câncer para Igreja': por que Padre Zezinho é alvo de ataques nas redes sociais
Padre José Fernandes de Oliveira, mais conhecido como Padre Zezinho, é autor de mais de 1,8 mil músicas cantadas nas igrejas católicas de todo o Brasil.
Ele é o compositor de canções profundas e extremamente famosas, algumas das quais transcenderam o ambiente das igrejas e acabaram se transformando em sucessos populares.
Mas aos 85 anos, Padre Zezinho já não consegue cumprir uma intensa atividade em shows e missas, e encontrou nas redes sociais um espaço para continuar expressando sua opinião ou "catequizando", como ele prefere dizer.
Sua página oficial no Facebook tem mais de 1 milhão de seguidores, e, ali, o religioso e sua equipe postam quase diariamente. Além de frases para reflexão, o padre promove suas ideias cristãs com artigos.
Mas, em um Brasil polarizado, polêmicas surgem.
O caso mais recente ocorreu em maio, após o padre republicar um artigo do filósofo e sociólogo Romero Venâncio, professor na Universidade Federal de Sergipe.
O acadêmico expunha sua preocupação sobre o que classificou como "escalada delirante de extremistas católicos nas redes digitais", situando estes entre os "tradicionalistas" e como membros da "direita católica".
O resultado foi devastador. Até vídeos fakes associando padre Zezinho ao comunismo viralizaram, entre ataques e calúnias.
"Todos os dias eu sou agredido. Falam até que eu sou um câncer para a Igreja. Não desejo o câncer para ninguém, até porque tenho um em tratamento. Nunca vou chamar alguém de câncer. Vou discordar de muitos, mas vou continuar sendo amigo e buscando diálogo", declarou em entrevista à BBC News Brasil.
Confira um dos trechos da entrevista no vídeo.
Leia também a reportagem completa em texto.