Primeiros anos
1918-1952
Rolihlahla Mandela, filho de um chefe tribal Thembu, nasce na aldeia de Mvezo, na África do Sul, em 18 de julho de 1918. Foi o 1º membro da família a frequentar a escola e foi ali que recebeu o nome de Nelson, já que na época era costumeiro dar nomes em inglês para as crianças na escola. Em 1941, ele foge para Johanesburgo para escapar de um casamento arranjado e conhece Walter Sisulu, que o ajuda a conseguir um emprego no escritório de advocacia Witkin Sidelsky e Eidelman. Inicia-se na política ao entrar para o partido Congresso Nacional Africano (CNA).

Julgamento por traição
1956
Mandela conclui sua formação em direito e, em 1952, abre o primeiro escritório de advocacia de negros do país, ao lado de Oliver Tambo, oferecendo auxílio jurídico a pessoas que até então não o tinham. Temendo restrições por parte do regime do apartheid, o CNA encarrega Mandela de preparar o partido para trabalhar na clandestinidade. Ele é preso em 1956, acusado de alta traição ao lado de outros 155 prisioneiros. Após 4 anos na Justiça, as acusações são arquivadas. Em 1958, Mandela se casa com Winnie Madikizela.

Prisão perpétua
1964
Após a polícia matar 69 pessoas em um protesto de negros em Sharpeville, em 20 de março de 1960, é declarado estado de emergência no país, em meio a temores de retaliação. O CNA é banido. O partido muda de tática e forma um braço militar clandestino liderado por Mandela. Em 1962, Mandela é preso e julgado por tentar sair do país ilegalmente. Outras prisões de membros do CNA se seguem. Em 1963, ainda preso, Mandela é acusado de sabotagem. Ele e outros sete são condenados à prisão perpétua em 1964 e presos em Robben Island.

Enfim, a liberdade
1990
A comunidade internacional reforça as sanções ao regime sul-africano do apartheid em 1967. A pressão traz resultados e, em 1990, o presidente FW De Klerk levanta o veto ao CNA. Em 11 de fevereiro de 1990, Mandela é solto após 27 anos na prisão. Multidões comemoram sua saída, ao lado de Winnie. Na primeira conferência nacional do CNA, no ano seguinte, Mandela é eleito presidente do partido. Começa o diálogo para formar uma democracia multirracial na África do Sul.

Prêmio Nobel
1993
Em 1993, Mandela e o presidente sul-africano FW De Klerk são premiados em conjunto com o Nobel da Paz, pelos esforços em estabilizar a África do Sul. Ao aceitar o prêmio, Mandela diz: "Faremos o possível para contribuir com a renovação do nosso mundo".

Novo presidente
1994
Em 1994, pela primeira vez na história sul-africana, todas as raças votam em eleições democráticas. Mandela é eleito presidente com grande margem. Em discurso a uma multidão em sua posse, em 10 de maio de 1994, ele diz: "Que a liberdade reine, Deus abençoe a África". O principal desafio de Mandela é o déficit de habitação para os mais pobres e o crescimento das favelas. Thabo Mbeki assume as tarefas diárias do governo, deixando a Mandela a tarefa de promover o país no exterior.

Retorno a Robben
1995
Para marcar o quinto aniversário de sua libertação, Mandela visita Robben Island, onde ficou detido por 18 anos. Ele faz a visita em fevereiro de 1995 junto com outros ex-prisioneiros da penitenciária, onde muitos foram obrigados a executar trabalhos pesados. Diz-se que os pulmões de Mandela sofreram danos quando ele trabalhou na pedreira da penitenciária.

"Não me ligue"
2004
Thabo Mbeki assume como presidente do CNA e vence a eleição presidencial de 1999. Em seu 80º aniversário, Mandela se casa com Graça Machel, viúva do ex-presidente de Moçambique. Mandela é diagnosticado com câncer de próstata e faz radioterapia. Em 2004, anuncia sua aposentadoria da vida pública, dizendo que quer viver uma vida tranquila com sua família. Bricando com repórteres, diz: "O que peço a partir de agora é não me liguem, eu ligo para vocês".

Festa de aniversário
2008
Músicos, estrelas de cinema e políticos participam de um show em homenagem ao 90º aniversário de Mandela, no Hyde Park, em Londres, em 2008. Em discurso à multidão, ele diz: "É tempo de novas mãos erguerem os fardos; está nas mãos de vocês agora".

Doença
2010
O ex-presidente faz poucas aparições públicas após seu 90° aniversário, mas participa da cerimônia de encerramento da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. No final de janeiro de 2011, é hospitalizado para "testes especializados", e a Presidência sul-africana adverte que ele já tinha passado por "infecções respiratórias prévias". Ele volta a ser internado em fevereiro de 2012 para tratar uma "duradoura dor abdominal".




























