Quem é James Talarico, primeiro senador democrata pelo Texas desde 1988; nova governadora do Estado, bastião republicano, também é democrata pela primeira vez em décadas.
Por Iara Diniz, Shin Suzuki, Rute Pina, Mariana Alvim, Thais Carrança, Pedro Martins e Daniel Gallas, da BBC News Brasil em São Paulo e Londres
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Encerramos aqui nossa cobertura ao vivo das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
A votação terminou com uma mudança histórica no Congresso: os democratas conquistaram o controle da Câmara e do Senado, impondo uma derrota ao Partido Republicano e ao presidente Donald Trump.
Ainda faltam, porém, alguns resultados a serem definidos, entre eles as disputas para o Senado nos Estados do Mississippi e do Alasca, que estão bem acirradas e podem demorar dias.
Desde ontem, acompanhamos os resultados das principais disputas, os candidatos eleitos, as reações de Trump e dos democratas e os possíveis efeitos da nova configuração do Congresso sobre os próximos dois anos de governo.
Obrigada pela sua audiência! Continue no nosso site para ler as análises e os desdobramentos da eleição.
Boa noite!
Disputa pelo Senado no Mississippi deve levar dias para ser definida, diz democrata à BBC
O presidente do Partido Democrata no Mississippi, Cheikh Taylor, disse à BBC que não são esperadas novas contagens de votos no Estado.
Segundo ele, a disputa acirrada pelo Senado só deve ser definida na próxima segunda-feira.
"Com base em informações confiáveis, meu entendimento é que a eleição não será decidida até segunda-feira", afirmou, em entrevista à BBC.
Quando saberemos o resultado da disputa pelo Senado no Mississippi?
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Author, Brandon Drenon
Role, Repórter nos EUA
Ainda não há resultado definido na disputa pelo Senado no Mississippi. Pode levar algum tempo até que se saiba quem venceu a corrida entre o democrata Scott Colom e a atual senadora republicana Cindy Hyde-Smith.
O Estado não prevê recontagem automática em disputas apertadas nem permite que os candidatos solicitem uma nova contagem dos votos.
Além disso, cédulas enviadas pelo correio podem ser contabilizadas se tiverem sido postadas até o dia da eleição e chegarem em até cinco dias úteis depois dessa data.
Por isso, é provável que o resultado não seja definido antes de 10 de novembro, segundo Julie Wronski, professora associada de ciência política da Universidade do Mississippi.
"Como a diferença entre os dois candidatos é tão pequena, vamos precisar esperar que cada voto recebido, por qualquer meio, seja contabilizado", afirma Wronski.
Segundo dados da Associated Press, a diferença entre os dois candidatos é atualmente inferior a 100 votos.
Veja quais disputas ainda estão sem resultado definido nos EUA
Depois da divulgação de uma série de resultados na noite de ontem, ainda há votos sendo contados em algumas disputas para governador, para a Câmara dos Representantes e para o Senado.
Veja como está a apuração:
Câmara dos Representantes
Várias disputas foram definidas hoje, mas ainda há votos a serem contabilizados em cerca de 59 das 435 disputas. Até agora, os democratas conquistaram 237 cadeiras, e os republicanos, 139. São necessários 218 assentos para formar maioria. A disputa pelo 5º distrito da Louisiana será decidida em um segundo turno.
Governo do Kansas
A democrata Cindy Holscher está à frente do republicano Ty Masterson por 0,51 ponto percentual, com cerca de 98% dos votos apurados. Haverá recontagem se a diferença ficar abaixo de 0,5 ponto percentual.
Senado do Mississippi
A disputa continua acirrada demais para que um vencedor seja declarado. O democrata Scott Colom está à frente da senadora republicana Cindy Hyde-Smith por apenas 65 votos. Ainda há cédulas a serem contabilizadas.
Senado do Alasca
Com cerca de um quarto dos votos ainda por contar, a democrata Mary Peltola lidera o republicano Dan Sullivan por pouco mais de 600 votos.
Governo do Alasca
O democrata Jonathan Kreiss-Tomkins lidera a disputa com 49,15% dos votos, à frente de três candidatos republicanos. Cerca de um quarto das cédulas ainda não foi contabilizado.
O que os democratas poderão — e o que não poderão — fazer no controle do Congresso
A noite da eleição foi de euforia para os democratas. Mas a realidade deve se impor quando os parlamentares assumirem seus cargos, em janeiro. O partido poderá avançar em algumas frentes, mas terá dificuldades em outras.
O que os democratas poderão fazer
Bloquear indicações de Trump para o gabinete e para a Suprema Corte.
Contestar as prioridades do governo Trump.
Conduzir investigações e fiscalizar o Executivo por meio do Congresso.
Abrir processos de impeachment contra o presidente ou integrantes do gabinete.
O que será difícil para os democratas
Aprovar grandes projetos de lei sem a cooperação de Trump.
Influenciar a política externa dos Estados Unidos.
Quem é Hakeem Jeffries, possível próximo presidente da Câmara dos Representantes dos EUA?
Crédito, EPA
Com o anúncio da candidatura do democrata Hakeem Jeffries à presidência da Câmara dos Representantes, veja o que se sabe sobre o deputado por Nova York:
Nascido no Brooklyn, em Nova York, Jeffries chegou ao Congresso em 2013, depois de trabalhar como advogado e atuar na política local.
Em 2018, foi eleito presidente da bancada democrata na Câmara. Após as eleições de meio de mandato de 2022, assumiu a liderança da minoria do partido na Casa.
Aos 56 anos, é considerado um democrata moderado. Em entrevista à revista The Atlantic, em 2021, afirmou que nunca se curvaria ao “socialismo democrático da esquerda radical”.
Jeffries é considerado favorito para assumir a presidência da Câmara, cargo que ocupa o segundo lugar na linha de sucessão presidencial.
Se eleito, será o primeiro homem negro a presidir a Câmara dos Representantes na história dos Estados Unidos.
Preço do petróleo cai e bolsas sobem após vitória dos democratas
Rachel Clun e Priya PatelRepórteres de economia
O preço do petróleo caiu para menos de US$ 100 por barril, enquanto as bolsas de valores fecharam em alta nesta quarta-feira, após a vitória expressiva dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos.
O petróleo Brent, referência internacional, recuou mais de 8%, para cerca de US$ 95 por barril, na tarde de quarta-feira. Foi o menor valor em dois meses. A queda ocorreu depois que o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou que os republicanos perderam as eleições por causa da guerra no Irã.
As declarações de Vance levaram investidores a reavaliar o risco de uma ampliação do conflito no Oriente Médio.
O mercado reagiu ao apelo do vice-presidente para "encerrar a guerra", priorizar o custo de vida e repensar a relação dos Estados Unidos com Israel. Investidores interpretaram o novo cenário político após as eleições como um fator que reduz a possibilidade de uma escalada significativa do conflito envolvendo o Irã.
Os principais índices das bolsas americanas fecharam em alta nesta quarta-feira. O Dow Jones subiu 3%, enquanto o S&P 500 avançou 1,6% e o Nasdaq, concentrado em empresas de tecnologia, teve alta de 1,4%.
Como pode ficar a liderança da Câmara dos Representantes dos EUA
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Author, Sakshi Venkatraman
Role, Em Washington DC
Crédito, Getty Images
Legenda da foto, Jeffries poderá se tornar o primeiro homem negro a ocupar a presidência da Câmara, em janeiro
A partir de janeiro, o Congresso americano terá um novo partido no comando da maioria. Isso significa mudanças na liderança das duas Casas: o Senado e a Câmara dos Representantes.
Na Câmara, o principal cargo é o de presidente, atualmente ocupado pelo republicano Mike Johnson. Com a chegada dos democratas à maioria, a função poderá ser assumida por Hakeem Jeffries, atual líder da minoria democrata. Ele anunciou hoje que disputará o posto.
Em uma carta aos integrantes de seu partido, na qual pede apoio, Jeffries afirma que os democratas precisam promover "a mudança profunda que os americanos estão exigindo" agora que terão a maioria.
Jeffries poderá se tornar o primeiro homem negro a ocupar a presidência da Câmara, em janeiro.
Crédito, Getty Images
Legenda da foto, Steve Scalise, da Louisiana, pode se tornar o próximo líder da minoria na Câmara
E o que acontecerá com Johnson? Inicialmente, havia especulações de que ele poderia disputar o cargo de líder da minoria republicana, mas ele já anunciou que não concorrerá.
Outro nome cotado para a função é o do republicano Steve Scalise, também da Louisiana, que atualmente é líder da maioria na Câmara. Ele anunciou nesta quarta-feira que pretende disputar o posto. Em uma carta de cinco páginas, Scalise escreveu que o próximo Congresso será difícil, mas que os republicanos "não estão de mãos atadas".
Como Trump pode reagir a um Congresso controlado pelos democratas?
Trump deu sinais contraditórios sobre como pretende governar com as duas Casas do Congresso sob controle democrata.
Ontem, antes do fechamento das urnas, ele afirmou que se tornaria o "senhor do veto" caso os democratas vencessem, usando seu poder constitucional para impedir a entrada em vigor de projetos aprovados pelo partido rival.
Mas, depois que ficou claro que os republicanos haviam perdido o controle da Câmara e do Senado, Trump disse que estaria disposto a colaborar com os democratas.
Como chefe do Executivo, Trump pode vetar projetos aprovados pelo Congresso e impedir que se tornem lei.
Mas o Congresso pode derrubar o veto se dois terços dos integrantes de cada Casa votarem novamente a favor do texto.
O mecanismo faz parte do sistema de freios e contrapesos, criado para que os diferentes Poderes do governo americano possam limitar a atuação uns dos outros.
Hakeem Jeffries anuncia candidatura à presidência da Câmara dos Deputados
Crédito, Getty Images
O líder da minoria democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, anunciou que vai disputar o cargo de presidente da Casa (Speaker of the House).
O anúncio ocorre depois que o Partido Democrata conquistou a maioria na Câmara nas eleições de meio de mandato realizadas na terça-feira.
Jeffries é atualmente o líder da minoria na Casa, por isso sua candidatura já era esperada.
Quem são os grandes perdedores das eleições americanas
Crédito, Getty Images
Legenda da foto, O bilionário investiu centenas de milhões de dólares para apoiar candidatos republicanos.
Os resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos representam uma derrota expressiva para os republicanos.
Além de Donald Trump, que sai enfraquecido da votação, o resultado representa um revés para candidatos, aliados e figuras influentes do partido. Veja seis dos grandes perdedores.
1. Partido Republicano
Os republicanos perderam o controle das duas Casas Legislativas, que passaram a ser dominados pelos democratas. No Senado, a contabilização até o momento mostra que eles passaram de 53 para 44 cadeiras, enquanto os democratas chegaram a 54. Na Câmara, com 376 das 435 disputas contabilizadas, os democratas tinham 237 cadeiras, contra 139 dos republicanos. O partido também sofreu derrotas em Estados tradicionalmente conservadores, como Texas, Kansas e Carolina do Sul.
2. Donald Trump
Trump transformou a eleição em um teste de aprovação de seu governo e chegou a pedir que os eleitores votassem como se ele próprio estivesse na cédula. A derrota republicana representa um revés para o presidente e sua agenda. Com a maioria democrata no Congresso, Trump terá mais dificuldade para aprovar projetos e ficará mais exposto a investigações parlamentares.
3. Elon Musk
O bilionário investiu centenas de milhões de dólares para apoiar candidatos republicanos, mas alguns dos nomes que receberam seu apoio financeiro perderam disputas importantes. O resultado representa um revés para sua tentativa de influenciar a política americana por meio de grandes investimentos eleitorais.
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Legenda da foto, Derrotada em Maine, a republicana Susan Collins perdeu cadeira no Senado após quase 30 anos
4. Ken Paxton
O procurador-geral republicano do Texas perdeu a disputa pelo Senado para o democrata James Talarico. A derrota é especialmente simbólica porque o Texas é um dos principais redutos republicanos do país.
5. Susan Collins
Collins era uma das figuras mais experientes do Senado e uma das poucas republicanas a conseguir se eleger repetidamente em um Estado de tendência democrata. Nessas eleições, perdeu a tentativa de conquistar um sexto mandato no Maine para o democrata Troy Jackson. Sua derrota encerra quase 30 anos de trajetória na Casa.
6. Greg Abbott
O governador republicano do Texas perdeu a eleição para a democrata Gina Hinojosa. A derrota encerra o domínio republicano no governo do Estado, que durava desde 1994, e representa um revés de grandes proporções para o partido em um território que Trump venceu com folga em 2024. Abbott também tinha uma estrutura de campanha robusta e uma vantagem financeira expressiva.
Quem são os grandes vencedores das eleições americanas
Crédito, Reuters
Legenda da foto, James Talaricou quebrou jejum dos democratas no Texas e se tornou o primeiro senador eleito no Estado desde 1988
Além de recuperar o controle das duas Casas do Congresso, os democratas conquistaram vitórias históricas em Estados tradicionalmente republicanos.
Entre os destaques estão candidatos que quebraram décadas de domínio republicano e fizeram história ao chegar a cargos importantes.
1. James Talarico
Derrotou o republicano Ken Paxton e se tornou o primeiro democrata a conquistar uma cadeira no Senado pelo Texas desde 1988. Também resistiu a uma campanha de anúncios negativos financiada em grande parte por Elon Musk.
2. Jon Ossoff
Garantiu a reeleição ao derrotar o republicano Mike Collins. A vitória consolida a presença democrata na Geórgia, Estado que votou em Trump em 2024.
3. Keisha Lance Bottoms
A ex-prefeita de Atlanta derrotou o republicano Rick Jackson e se tornou a primeira mulher negra eleita governadora de um Estado americano. Também devolveu aos democratas um governo estadual controlado pelos republicanos desde 2003.
Crédito, Reuters
Legenda da foto, A ex-prefeita de Atlanta, Keisha Lance Bottoms, conquistou uma vitória histórica na disputa pelo governo do Estado da Geórgia
4. Gina Hinojosa
Derrotou o governador Greg Abbott e se tornou a primeira mulher latina a governar o Texas. Sua vitória devolveu o governo estadual aos democratas pela primeira vez desde 1994.
5. Adam Hamilton
Derrotou o senador republicano Roger Marshall e se tornou o primeiro democrata eleito para o Senado pelo Kansas desde 1932. Trump havia vencido o Estado por 14 pontos percentuais em 2024.
6. Abdul El-Sayed
Derrotou o republicano Mike Rogers e se tornou a primeira pessoa muçulmana eleita para o Senado dos EUA. Venceu uma disputa acirrada, mesmo após ataques de Trump e o apoio de última hora de uma ex-rival democrata ao adversário republicano.
Como está a apuração?
Depois da enxurrada de resultados divulgados na noite de ontem, a contagem dos votos continua em algumas disputas pelo Senado e pela Câmara dos Representantes.
No Senado, ainda aguardamos os resultados finais de Mississippi e Alasca. A definição pode demorar nos dois Estados. Na atualização mais recente, os dois candidatos em Mississippi estavam separados por cerca de 65 votos, com mais de 96% das cédulas apuradas.
Na Câmara dos Representantes, 376 dos 435 resultados já foram divulgados.
Os democratas conquistaram até o momento 237 cadeiras, enquanto os republicanos 139.
Nas duas Casas, os democratas já conquistaram cadeiras suficientes para garantir a maioria.
Democratas conquistam mais cadeiras na Câmara dos Representantes
A apuração dos votos continua nesta quarta-feira, e os democratas estão conquistando mais cadeiras que antes eram ocupadas por republicanos na Câmara dos Representantes.
Veja alguns dos resultados divulgados hoje:
22º distrito da Califórnia: o democrata Randy Villegas derrotou o republicano David Valadao, que tentava a reeleição, em um distrito do Vale Central do Estado.
4º distrito de Michigan: o democrata Sean McCann venceu a disputa pelo distrito de Kalamazoo, conquistando uma cadeira até então ocupada pelos republicanos.
10º distrito de Michigan: a democrata Christina Bertrand Hines conquistou o distrito de Macomb County, até então representado por um republicano.
O que Trump disse em sua primeira aparição pública após as eleições
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Author, Rebecka Pieder
Role, Em Washington DC
Trump fez seu primeiro discurso público após as eleições de meio de mandato, nas quais seu Partido Republicano perdeu o controle das duas Casas do Congresso.
Ele falou no novo salão de festas da Casa Branca, ainda em construção, um dos principais projetos de seu segundo mandato, e abordou pouco a política em seu pronunciamento.
Embora não tenha mencionado os resultados eleitorais durante o discurso, respondeu a perguntas de jornalistas sobre o assunto em seguida.
Veja o que ele disse:
Sobre as declarações de JD Vance: ao comentar a avaliação do vice-presidente de que a guerra com o Irã foi responsável pelas expressivas derrotas republicanas, Trump disse que isso era "em grande parte verdade". Mas atribuiu o impacto negativo à alta dos preços da gasolina, e não à guerra em si.
Sobre o secretário de Defesa, Pete Hegseth: Trump afirmou que não considera demiti-lo e disse que ele tem feito um "trabalho muito bom".
Sobre os democratas: o presidente disse estar aberto a trabalhar com o partido, desde que os adversários não adotem uma postura "destrutiva". Acrescentou, porém, que mantém o poder de veto para barrar projetos de lei apresentados por eles.
Trump está preocupado com a possibilidade de sofrer um novo impeachment?
Crédito, Reuters
Um repórter pergunta a Trump se ele está preocupado com a possibilidade de sofrer um novo processo de impeachment agora que os democratas retomaram o controle do Congresso.
"Nem um pouco", responde.
Ele afirma que um impeachment "destruiria" o Partido Democrata e seria uma medida "sem motivo".
"Nosso país está mais bem-sucedido agora do que em qualquer outro momento de sua história", diz.
Contexto: Trump sofreu dois processos de impeachment na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, mas foi absolvido pelo Senado nas duas ocasiões.
Em seguida, ele volta rapidamente a falar sobre a construção do salão de festas. "Observem a viga sendo erguida", diz. "Agora imaginem lustres, imaginem pisos de mármore."
Trump diz que guerra com Irã foi 'em grande parte' responsável por derrotas republicanas
Crédito, Getty Images
Mais cedo, noticiamos que o vice-presidente JD Vance publicou um longo comunicado nas redes sociais atribuindo à guerra com o Irã as expressivas derrotas dos republicanos nas eleições de ontem.
Trump agora foi questionado sobre a declaração.
"Em grande parte, é verdade", respondeu. Segundo ele, a guerra provocou uma pequena alta no preço da gasolina no curto prazo.
O presidente afirmou, porém, que teria tomado a mesma decisão novamente em relação à guerra. Ele acrescentou que o que incomodou os eleitores foram os preços dos combustíveis, e não o conflito em si.
'Se meu nome estivesse na cédula, teríamos vencido', diz Trump
Crédito, Getty Images
Trump agora responde a perguntas de jornalistas, que o questionam se tem algum arrependimento sobre a reta final da campanha republicana para as eleições de meio de mandato.
Ele responde: "Se meu nome estivesse na cédula, teríamos vencido".
O presidente acrescenta que o Partido Republicano não conseguiu transferir para os candidatos a "paixão" demonstrada pelo público em seus comícios.
"Foi uma demonstração de apoio enorme, algo impressionante", afirma.
Trump dá sinais de querer virar a página após derrota nas eleições de meio de mandato
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Author, Daniel Bush
Role, Correspondente em Washington
Pode parecer estranho que o presidente Donald Trump tenha escolhido o salão de festas da Casa Branca, ainda em construção, como cenário de sua primeira aparição pública após as eleições da noite passada.
Mas a escolha está de acordo com um padrão histórico de Trump de tentar desviar a atenção da imprensa de manchetes negativas e controvérsias.
Com o evento, Trump parece querer deixar para trás a expressiva derrota de seu partido nas eleições de meio de mandato. Mas é pouco provável que o foco no salão de festas consiga desviar a atenção das vitórias democratas na Câmara dos Representantes e no Senado.
A aparição lembra o discurso feito por Trump na segunda-feira, no espelho d'água do Memorial Lincoln, e reforça a atenção que o presidente continua dedicando ao próprio legado e à transformação de Washington.
Isso ocorre em um momento em que os eleitores demonstraram estar mais preocupados com a economia, a alta do custo de vida e a guerra com o Irã.
Trump fala sobre reformas na Casa Branca em primeiro pronunciamento desde as eleições
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Trump não está falando diretamente sobre as derrotas dos republicanos nas eleições.
Ele discursa no canteiro de obras do salão de festas da Casa Branca e fala sobre as reformas no edifício e em Washington DC.
A construção do salão tem sido uma das prioridades de Trump neste segundo mandato.
"Cresci em canteiros de obras", diz ele à plateia.
O presidente explica os materiais usados na construção das vigas, paredes e tetos.