Veja as estimativas de intenção de voto no Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil
Novo Desenrola: governo Lula planeja gastar R$ 15 bi para comprar dívidas dos bancos e aliviar bolso das famílias

Crédito, Reuters
- Author, Mariana Schreiber
- Role, Da BBC News Brasil em Brasília
- Published
- Tempo de leitura: 1 min
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25/9) uma nova edição do programa Desenrola, para reduzir o endividamento das famílias.
A medida foi anunciada junto com a proibição das plataformas de apostas online, um "pacote" visto por analistas como um esforço do petista para atrair votos, às vésperas de uma eleição extremamente disputada contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O novo programa, batizado de Desenrola 3.0, será diferente das edições anteriores, em que os beneficiários podiam negociar seus débitos com os bancos.
Dessa vez, o governo vai negociar diretamente com as instituições financeiras a compra de dívidas da população. O objetivo é comprar essas carteiras com grandes descontos, pagando uma parcela pequena do seu valor, e assim liberar o orçamento das famílias endividadas.
"É um Desenrola melhor do que os outros Desenrola. É importante notar isso porque, no outro Desenrola, as pessoas tinham que individualmente procurar o banco [para negociar]. Agora, é o governo que vai comprar dívida e vai acertar a vida das pessoas", disse Lula.
O ministro do Planejamento e Orçamento do Brasil, Bruno Moretti, disse que o leilão para compra das dívidas será realizado em novembro, ou seja, após as eleições de outubro.
O foco serão famílias com dívidas em atraso de dois anos a quatro anos e meio. Entrarão no programa débitos no cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa, e os empréstimos no crédito pessoal (menos os consignados com desconto em folha).
Segundo Moretti, a carteira de dívidas alcançadas pelo programa soma R$ 300 bilhões e o governo espera retirar do mercado metade disso.
Sua expectativa é que o governo consiga comprar as dívidas pagando apenas 10% do seu valor ou até menos que isso. Com isso, projeta, seria possível comprar R$ 150 bilhões em dívidas por cerca de R$ 15 bilhões.
"A gente espera que [o desconto] seja até maior do que 90%, mas no mínimo de 90%", reforçou.

























