O cemitério de emergência onde a Venezuela enterra vítimas dos terremotos

Cemitério de emergência na Venezuela, onde os caixões são colocados em fileira

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Legenda da foto, Na vala, foram colocados alguns dos corpos que ainda não puderam ser identificados
    • Author, Redação
    • Role, BBC News Mundo
  • Published
  • Tempo de leitura: 3 min

Os dois terremotos que atingiram o norte da Venezuela em 24 de junho deixaram um rastro de destruição como não se via no país há mais de um século.

Até o momento, o número de mortos já passa de 3,5 mil. Desse total, quase 300 corpos ainda não foram identificados.

Diante da situação, as autoridades venezuelanas precisaram criar um cemitério de emergência, localizado a cerca de uma hora de carro de La Guaira, a região mais afetada pelos tremores.

Uma mulher reza ao lado de um túmulo

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Legenda da foto, A vala de emergência foi construída no cemitério de La Esperanza

O cemitério de emergência foi construído em uma área afastada do cemitério de La Esperanza.

As longas fileiras de cruzes brancas, destinadas a marcar os túmulos das vítimas do terremoto, se espalham pelo topo de uma colina nessa região montanhosa, retratando a dimensão da tragédia que mantém a Venezuela de luto.

Para lá, chegam continuamente caminhões carregados com os corpos das vítimas do terremoto.

Escavadeiras no terreno

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Legenda da foto, Nos últimos dias, máquinas pesadas têm escavado valas para sepultar os corpos encontrados entre os escombros
Vista de cima do cemitério com várias cruzes brancas enfileiradas

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Legenda da foto, O número de mortos em decorrência dos terremotos já passa de 3,5 mil

As retroescavadeiras abriram uma área ampla para receber os corpos que foram resgatados dos escombros.

A maquinaria pesada trabalha há mais de 10 dias escavando as valas.

"Começamos este trabalho, que tem sido feito com dedicação e amor, junto a uma equipe de voluntários e pessoas que realmente se empenharam porque isso partiu delas e porque conhecem a situação em que estamos", explicou à BBC Mundo o líder comunitário Elis Zabala.

As autoridades afirmam que não se trata de uma vala comum e que cada sepultamento é realizado de forma individual.

Uma pessoa colocando uma cruz no cemitério

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Legenda da foto, As autoridades afirmaram que muitos dos corpos enterrados em La Esperanza estão devidamente identificados

Os familiares das vítimas não estão presentes para dar o último adeus, já que apenas alguns trabalhadores e funcionários estão autorizados a permanecer no local dos sepultamentos.

Cada túmulo conta com uma cruz, pedras brancas e um código de identificação que permite vincular o corpo a um registro e ao respectivo arquivo fotográfico.

No entanto, infelizmente, muitos dos corpos ainda não puderam ser identificados.

Trabalhadores abrem algumas das valas para enterrar os corpos que foram levados nos últimos dias ao cemitério La Esperanza.

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Legenda da foto, Trabalhadores abrem algumas das valas para enterrar os corpos que foram levados nos últimos dias ao cemitério La Esperanza

Uma das principais críticas feitas nos dias após os terremotos atingirem a Venezuela foi a falta de equipes oficiais de resgate para localizar os corpos das pessoas dadas como desaparecidas.

Aos 3,5 mil mortos confirmados até o momento, somam-se milhares de desaparecidos naquela que é considerada a pior catástrofe natural das últimas décadas do país.